Já curtiu DISTO AGORA SE FALA no facebook?

Visibilizando a Gravidez na Adolescência

Postado em 22.03.2016  
Imagem disponível em www.gravidaecia.com.br

Imagem disponível em www.gravidaecia.com.br

No estado do Rio grande do Sul as gestações precoces têm abrangência relevante, mesmo que se faça alusão a uma possível diminuição do número de casos de gravidez na adolescência. As adolescentes grávidas representam 17.4%do total, segundo balanços de 2008, inclusive podemos supor cifras ainda maiores uma vez que o aborto é proibido no Brasil. Por esta razão, as adolescentes que decidem por interromper a gravidez ou aquelas que têm complicações de saúde provenientes dos abortos auto provocados, buscam clínicas clandestinas particulares. Destes atendimentos clandestinos muitas vezes resultam complicações e as adolescentes poderão ir ao óbito, e nestes casos, é declarado oficialmente outra causa de morte.
Uma pesquisa nacional de 2013 aponta que o Brasil teria 5,2 milhões de adolescentes mulheres de 15 a 17 anos. Destas 414.105 teriam, pelo menos, um filho e, somente 104.731 delas estudavam; as outras 309.374 estariam fora da escola e uma minoria de 52.062 trabalharia. Também aponta que a maioria das jovens não trabalham e/ou estudam (G1 Educação 2015).
A gravidez precoce, sem dúvida, é uma problemática de preocupação mundial, e ocupa um espaço dentro dos Objetivos do Milênio (ODM) aprovados pela Organização das Nações Unidas (ONU).
No Brasil, o Ministerio da Saúde considera a gravidez na adolescencia como um problema de saúde publica e, desde 2005 suas investigações sobre a maternidade começaram a ser consideradas como um grupo significativo das adolescentes entre 10 e 14 anos.
Na pesquisa intutulada Juventudes e Sexualidade, (García, Abramovay e Da Silva 2004) impulsionada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil, levantou um dado muito importante: uma de cada 10 estudantes engravida antes dos 15 anos e uma incidência de 10% apresenta probabilidades de ficar grávida, porém somente 7% chega a se graduar em nível superior.
O Ministério da saúde reconhece, também, que por muitos anos esta foi considerada uma problemática de pessoas muito pobres, entretanto as cifras apontam que nos últimos anos chegou a 34% a proporção de adolescentes grávidas de classe média, o que confirma que não se trata de um problema associado diretamente a pobreza ou ao grau de escolaridade .
As dimensões desta problemática, claramente comprováveis em nosso cotidiano, nos apresentam a gravidez na adolescência como uma preocupação que nos cerca e se entrelaça com nossas preocupações e motivações investigativas.

Ver mais em http://revistaescolapublica.com.br/textos/44/um-futuro-na-escolaeducacao-sexual-pode-ajudar-a-reduzir-o-347520-1.asp
Dica de filme: assistam ao documentário Meninas, disponível em

  • Isadora Machado

    Em 22.03.2016

    Oi, Denise! Que ótimo poder ler os teus textos aqui, com dicas e reflexões interessantes. Parabéns pelo teu trabalho, e continua postando pra eu continuar lendo! Beijão!

  • Denise

    Em 22.03.2016

    Oi, Isadora! Obrigada querida, a idéia é abrir uma canal de comunicação importante, para podermos visibilizar estas questões tnao importantes. conto contigo!
    Um enorme beijo.