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Função materna: Mãe ou Pãe?

Postado em 07.05.2016  
Disponível em : http://blogs.atribuna.com.br/blogredessociais/wp-content/uploads/2014/07/chimp_adota_puma.jpg

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Neste domingo comemoramos o dia das mães; saúdo a força motriz que existe em cada pessoa que decide fazer a função materna para outro ser humano, concebendo esta maternagem .
Saúdo as mulheres e aos homens que possuem esta condição e que desfrutam desta capacidade, criando suas proles com amor maternal.
Lembro de homens que são mães, maternando com zelo e de mulheres que são mães e por vezes pais, ou mães e pais , desempenhando a função materna e a paterna.
Ninguém nasce sendo mãe, este ofício nos é ensinado pelos filhos e filhas, a mãe nasce junto com os/as filhos/as. Desta forma, esta aprendizagem ocorre cotidianamente, contanto que desejamos e postulamos este lugar.
As muitas histórias de pais que maternam com eficiência aos filhos/as nos fazem compreender que o sexo biológico por si só não dá conta da maternagem. É preciso desejo.
O desafio que se apresenta é que possamos respeitar o desejo de maternar que algumas pessoas, independente do sexo biológico possuam e que outras não, pois no determinismo biológico vigente, paradoxalmente criamos um paradigma que aprisiona muitas mulheres: ser mulher equivale a ter que ser mãe.

Nesta mesma lógica, homens devem pais e a estes acaba sendo negada a possibilidade da maternagem.
O que podemos dizer da dona Teresinha de Jesus, uma mulher de 83 anos, negra, viúva, órfã, mãe, que desde os nove anos de idade tira seu sustento da lama do mangue e que criou todos os seus filhos à beira do manguezal na cidade de Porto do Mangue, RN, sendo mãe e pai? Ela foi Mãe? Foi Pai? Ou foi uma Pãe?
Abraço simbólicamente esta mulher que foi, segundo seus filh@s, pai e mãe (Pãe), extendendo este abraço `a tod@s que possuem a capacidade de ir além do biológicamente estabelecido.
Convido-os a conhecerem sua emocionante história assistindo ao documentário Mulheres da Lama, cuja trilha sonora foi excelentemente produzida pela sensibilidade e capacidade criativa do acadêmico de Psicologia Ronaldo Silva Lopes.

http://www.futura.org.br/saladenoticias/videos/mulheres-da-lama/