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Violências familiares cotidianas: invisíveis e poderosas

Postado em 22.05.2016  
Disponível em : http://violencia8a.blogspot.com.br/p/blog-page_52.html

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Preocupada, pronho uma dicussão sobre a banalização da violência familiar.
De uma forma problemática, assistimos cotidianamente atos violentos, sobre os quais nada fazemos, pois nossa cultura nos ensina: em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher!
Concordamos com o ditado e acabamos estendendo ele para as demais searas da família, nada fazemos frente a violência que ocorre entre pais e filhos/as, mães e filhos/as. Assistimos atos de violências familiares, como se estes não produzissem nenhum efeito na subjetividade de quem os sofre.
Levantamos nossas vozes defendendo animais (e é bom bom que o façamos), mas inúmeras vezes não levantamos estas mesmas vozes para defendermos nossos entes queridos de agressões físicas e psicológicas, que produzem danos cuja extensão é indiscutivelmente terrível para quem as sofre.

Falo de pais emocionalmente descontrolados, que deslocam e descontam em casa, nos filhos/as toda a raiva e agressividade que não conseguem elaborar no dia a dia, com quem de fato os molesta.
Infelizmente, estes pais atuam desta forma desmedida pois contam com a assistência passiva das mães, que ensinam aos filhos/as a suportarem estas situações, pois, afinal: “ele é um homem bom, só está estressado…” Estas mães aprenderam quando meninas que este é o lugar das mulheres na relação familiar  e repetem e ensinam sem críticas, `as filhas e filhos,  o que aprenderam com as mães, avós e outras mulheres da família.

Também falo de mães abusadoras, que disfarçadas com o manto da superproteção, desprotegem as crias ou negligenciam as reais necessidades da prole , ou de mães que literalmente nocauteiam aos filhos/as com palavras duras, humilhações, agressões físicas e psicológicas, com o aval e a omissão paterna.
Estas situações de violências familiares geram sofrimentos em filhos/as e são o nascedouro das psicopatologias da infância e da adolescência.

Recordo-me de uma adolescente cujo caso supervisionei anos atrás; seu pai era famoso no grupo de amigos e na cidade onde moravam por suas crises histéricas, pelos gritos e brigas constantes com a família. A mãe, passivamente aceitava o comportamento deste pai e amortecia suas atuações frente aos demais familiares e amigos, maquiando a maneira enlouquecedora dele portar-se , transformando estas violências em histórias engraçadas que provocavam risos nos almoços de domingo com a família. O disfarce funcionava bem.
Mas a adolescente, não aguentando mais as tensões resultantes destas violências, adoeceu psiquicamente. Seu sofrimento fazia ela arrancar seus cabelos, ela sofria de tricotilomania, um transtorno que se inicia geralmente devido a tensões vivenciadas dentro da família e arrancar os cabelos é sentido como uma maneira de aliviar esta tensão. Sentimentos depressivos, estresse e problemas para lidar com a raiva também auxiliam para o início do adoecimento psicológico das pessoas que são acometidas por tricotilomania.
A mãe relutava em aceitar que a doença da filha fosse de fundo emocional, afinal, eram somente cabelos caindo, que facilmente seriam repostos pela medicação tópica prescrita pelo/a dermatologista.
Inúmeros exemplos poderiam ser citados, ilustrando o quanto filhos/as adoecem psiquicamente com as violências que sofrem ou assistem no seio familiar, afinal, o lugar onde deveriam sentir-se protegidos, torna-se o cativeiro onde convivem com algozes a quem eles/elas suportam e perdoam, por amor. Até adoecerem.

Quem está saudável cuida, protege a prole e interdita o/a companheiro/a que faz a família sofrer. Quem infelizmente já adoeceu no convívio com um/a cônjuge violento/a, ignora os efeitos nocivos na família e consente com a violência praticada, tornando-se cúmplice no adoecimento dos/as filhos/as.

Convido-os a expressarem seus sentimentos e pensamentos através de comentários e caso sentirem-se  a vontade, compartilhem seus relatos (de forma anônima e protegida) na parte de depoimentos do blog.

O que ou quem autoriza um homem a ser Pai?

Postado em 15.05.2016  
Disponível em : http://www.hypeness.com.br/wp-content/uploads/2016/04/SooshDad_interna.jpg

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Inquietada, problematizo: o que ou quem autoriza um pai o cuidado dos/das filhos/as? A mãe do filho ou da filha? Ele mesmo? Um outro? As pedagogias de gênero da cultura e da família onde foi criado, subjetivado? O amadurecimento psíquico que lhe permite passar da posição de filho para a de pai? A soma de todas estas possibilidades?

Em uma sala de espera de atendimento médico, assisto a cena que descrevo.

Um casal aguarda atendimento médico de uma menina de aproximadamente 5 anos de idade. O pai conversa com a menina, pergunta a ela sobre seu dia, mostra-lhe fotos no celular, enfim, dialoga com a filha.
O monitor da sala de espera informa a senha do próximo atendimento. A mãe confere o ticket que tem nas mãos e diz: somos nós! Levanta-se, puxa a filha pela mão, dirige-se ao consultório, seguida pelo pai.
A mãe entra com a menina e ato contínuo, fecha a porta, deixando o pai colado nela pelo lado de fora. Este, entre desolado e constrangido, dirige sua fala para mim e desabafa: somos separados, ela acha que só ela sabe dessas coisas de cuidar da nossa filha… que só mãe entende essas coisas… Mas na hora que precisa de alguém para trazer elas ao médico, eu sirvo. Sempre que ela liga, logo ajudo. Finaliza dizendo, resignadamente: não faz mal….
Tomo a liberdade de conversar com ele sobre a situação ocorrida, uma vez que iniciou o diálogo comigo. Peço licença para perguntar por quê ele está aceitando esta situação, na medida que a mãe da sua filha fecha a porta do consultório e ele resigna-se a ficar do lado de fora. Pergunto a ele: concordas com isto?
Responde  que não concorda, reitera que ajuda em tudo, leva elas onde necessitam, paga as despesas escolares da filha e pensão alimentícia, que está sempre disponível para tudo.
Pergunto: então, porque aceitas ficar de fora dos cuidados da tua filha se tens interesse por ela da forma como relatas?
Empodero-o: a filha também é tua! Clarifico: tua filha precisa aprender contigo que o pai tem seu lugar ao lado de seus/suas filhos/as. A mãe, com esta atitude, está ensinando a filha de vocês que os pais devem ficar de fora no cuidado das filhas/os, concordas que isto seja ensinado para tua filha?
Ele acena negativamente com a cabeça, vira seu corpo na direção do consultório e marcha para a porta. Bate levemente na porta , quase que num sopro com os dedos, e entra. Permanece na sala.
Tempos depois, saem da consulta juntos e ele, conduzindo a filha pela mão, acena-me sutilmente com a cabeça na saída.

Esta cena do cotidiano, oferece-nos inúmeras reflexões. Aponto algumas: por que um homem desiste com tanta facilidade do seu lugar de cuidador de seus/suas filhos/as? Por que este homem aceita regras que vão se estabelecendo ao longo de um relacionamento, que afastam ele da possibilidade de experimentar a riqueza que é cuidar dos/das filhos/as? Porque aceita este conluio que resulta em danos para todos? Porque culpabiliza/responsabiliza/elege a mãe para cuidar da saúde da prole? O que ganha com esta decisão? O que perde? E, sobretudo, o que permite que seja ensinado aos filhos/as com esta decisão de aceitar sua participação ou afastamento do cuidado destes/as?

Refiro-me as pedagogias de gênero, que cotidianamente reiteram como é ser pai ou ser mãe, ser homem ou ser mulher , quais as tarefas e atitudes que pertencem ao universo feminino e ao masculino. Ensinamos aos filhos/as o que devem ou não fazer, o que é permitido e o que é proibido, o que é designado para as feminilidades ou para as masculinidades naquele grupo familiar ou social. Mães e pais, sem perceberem, ensinam as meninas e meninos o lugar dos homens nos cuidados da prole. Disto quase não se fala, apenas repetimos sem crítica o que vemos e o que aprendemos…

E, para além desta questão, assinalo: um homem precisa deixar de ser filho para ser pai, abdicando da posição infantil, passando do lugar de quem é cuidado ao lugar de cuidador. Esta importante passagem exige amadurecimento psíquico. Não basta ter idade biológica, é necessário suportar a humanidade e os erros dos seus próprios pais, desidealizar o pai herói da infância e suportar os erros humanos que possam ocorrer no desempenho desta tarefa…

Sei, talvez alguns me dirão: afinal, é só uma consulta médica, por que meter a colher?
Respondo com minha dúvida: será que é somente uma consulta médica?

 

Função materna: Mãe ou Pãe?

Postado em 07.05.2016  
Disponível em : http://blogs.atribuna.com.br/blogredessociais/wp-content/uploads/2014/07/chimp_adota_puma.jpg

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Neste domingo comemoramos o dia das mães; saúdo a força motriz que existe em cada pessoa que decide fazer a função materna para outro ser humano, concebendo esta maternagem .
Saúdo as mulheres e aos homens que possuem esta condição e que desfrutam desta capacidade, criando suas proles com amor maternal.
Lembro de homens que são mães, maternando com zelo e de mulheres que são mães e por vezes pais, ou mães e pais , desempenhando a função materna e a paterna.
Ninguém nasce sendo mãe, este ofício nos é ensinado pelos filhos e filhas, a mãe nasce junto com os/as filhos/as. Desta forma, esta aprendizagem ocorre cotidianamente, contanto que desejamos e postulamos este lugar.
As muitas histórias de pais que maternam com eficiência aos filhos/as nos fazem compreender que o sexo biológico por si só não dá conta da maternagem. É preciso desejo.
O desafio que se apresenta é que possamos respeitar o desejo de maternar que algumas pessoas, independente do sexo biológico possuam e que outras não, pois no determinismo biológico vigente, paradoxalmente criamos um paradigma que aprisiona muitas mulheres: ser mulher equivale a ter que ser mãe.

Nesta mesma lógica, homens devem pais e a estes acaba sendo negada a possibilidade da maternagem.
O que podemos dizer da dona Teresinha de Jesus, uma mulher de 83 anos, negra, viúva, órfã, mãe, que desde os nove anos de idade tira seu sustento da lama do mangue e que criou todos os seus filhos à beira do manguezal na cidade de Porto do Mangue, RN, sendo mãe e pai? Ela foi Mãe? Foi Pai? Ou foi uma Pãe?
Abraço simbólicamente esta mulher que foi, segundo seus filh@s, pai e mãe (Pãe), extendendo este abraço `a tod@s que possuem a capacidade de ir além do biológicamente estabelecido.
Convido-os a conhecerem sua emocionante história assistindo ao documentário Mulheres da Lama, cuja trilha sonora foi excelentemente produzida pela sensibilidade e capacidade criativa do acadêmico de Psicologia Ronaldo Silva Lopes.

http://www.futura.org.br/saladenoticias/videos/mulheres-da-lama/

 

Precisamos falar sobre o Feminicídio

Postado em 17.04.2016  
Disponível em: http://www.telesurtv.net/__export/1416858335681/sites/telesur/img/news/2014/11/24/femi.png_1718483346.png

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No Brasil, a taxa de feminicídios é a quinta maior no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

No dia 22 de março deste ano, a pacata cidade gaúcha de Bom Princípio, no Rio Grande do Sul, passou a fazer parte desta infeliz estatística. As 7 horas da manhã, o ex policial militar Marcelo, de 47 anos,  matou a companheira Márcia , 27 anos e as enteadas Jaíne de 16 anos e Jeisse de apenas 4 anos, golpeando-as violentamente, usando uma faca de cozinha e uma adaga. Ao longo de três anos, o casal terminou e reatou o relacionamento várias vezes e estavam separando-se, ela recebera uma medida protetiva após denúncia da violência e ameaças que sofria, porém, ainda acreditava na possibilidade de ser  amada e serem uma família.

No complexo processo de aceitação/subjetivação/objetivação do que foi construído sócio-historicamente em torno de ser mulher e de ser homem nas sociedades herdeiras de uma cultura patriarcal, adquire relevância indiscutível o mito do amor romântico. Esse mito perpetua o vínculo funcional dependente nos relacionamentos entre um casal. Junto aos sentimentos amorosos, vão instituindo-se posições de poder que não favorecem as mulheres, fazendo com que estas sejam dependentes do amor de um homem.  O amor romântico não é fonte de transcendência, felicidade nem autorealização,  ao contrário do que transmite a mitologia popular, ele constitui uma das principais causas da brecha existente entre homens e mulheres, sendo uma das práticas culturais que obrigam a mulher a aceitar e amar sua própria submissão (Illuz, Eva. Por qué duele el amor. Una explicación sociológica. Buenos Aires: Katz Editores, 2014).

Da cena brutal å morte da mãe e das filhas, tudo choca. Falamos sobre o fato nas rodas de conversa do dia, durante a semana, talvez até ao longo do mês. Alguns até partilham a notícia, mas com zelo, pois gostamos de partilhar a priori coisas de bom astral, afinal, gostamos de ser curtid@s!

Passado pouco tempo, sobressai um aspecto relevante e que quase não percebemos: o nosso esquecimento. A maioria de nós esquece o feminicídio rapidamente. Não protestamos, não nos escandalizamos com estas mortes com a devida intensidade e valor que deveríamos.

Diante da brutalidade do feminicídio, assistimos cotidianamente mulheres e homens de outros países saírem as ruas exigindo mudanças radicais nas políticas públicas, pois não admitem com tanta naturalização que mulheres e crianças sejam assassinados por quem deveria preservar suas vidas. E no Brasil?  Admitimos, pois infelizmente o jargão “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher” criou no imaginário social a idéia que não podemos como sociedade interferir na violência doméstica, por pertencer a esfera privada. O que é um erro grave, pois o Estado deve meter a colher, com a formulação de  políticas públicas para o enfrentamento da violência doméstica contra a mulher e a sociedade não pode seguir  alargando as margens de aceitação da violência contra mulheres.

Sobre o fato ocorrido no sul do país,  o ex marido de Márcia justifica sua atitude alegando ter sofrido uma suposta traição. Afirma: ela é a culpada, não se acertava com ninguém, se separou duas vezes antes de casar com ele.  Ou seja: ela é a culpada da sua morte!

Somos culpadas se somos assassinadas por companheiros, pois insistimos em uma relação; somos culpadas se somos enganadas em um relacionamento, pois somos ingênuas e imaturas; somos culpadas do estupro pois usamos roupas inadequadas ou provocativas; somos culpadas se tentamos um relacionamento e este não evolui,  como se os relacionamentos fossem responsabilidade  somente das mulheres…

Somos julgadas por homens e mulheres; assusta a quantidade de relatos que escuto de mulheres que são extremamente cruéis ao julgarem outras mulheres. A violência intragênero cerca as relações femininas e raramente refletimos sobre o quanto somos violentas nos julgamentos e atitudes com outras mulheres…

Esquecemos o feminicídio, pois negamos que nossas filhas, netas, amigas, mães, colegas, enfim, todas nós em alguma medida, podemos ser vítimas de alguma maneira: morrendo ou perdendo alguma mulher que amamos.

Cada mulher que é assassinada leva junto  consigo para o túmulo a felicidade de toda a família, pois quem permanece vivo, jamais se recupera totalmente desta brutalidade.

“Feminicídios são assassinatos cruéis e marcados por impossibilidade de defesa da vítima, torturas, mutilações e degradações do corpo e da memória. E, na maioria das vezes, não se encerram com o assassinato. Mantém-se pela impunidade e pela dificuldade do poder público em garantir a justiça às vítimas e a punição aos agressores”.

“O feminicídio é a instância última de controle da mulher pelo homem: o controle da vida e da morte. Ele se expressa como afirmação irrestrita de posse, igualando a mulher a um objeto, quando cometido por parceiro ou ex-parceiro; como subjugação da intimidade e da sexualidade da mulher, por meio da violência sexual associada ao assassinato; como destruição da identidade da mulher, pela mutilação ou desfiguração de seu corpo; como aviltamento da dignidade da mulher, submetendo-a a tortura ou a tratamento cruel ou degradante.”
Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre Violência contra a Mulher (Relatório Final, CPMI-VCM, 2013)

 

Matéria sobre o assassinato de Márcia (27 anos)  e suas filhas  Jaíne (16 anos) e Jeisse (4 anos)  disponível em :

http://www.jornalnh.com.br/_conteudo/2016/03/noticias/regiao/299391-autor-de-triplo-homicidio-conta-detalhes-do-crime-que-chocou-bom-principio.html

Visibilizando a Gravidez na Adolescência

Postado em 22.03.2016  
Imagem disponível em www.gravidaecia.com.br

Imagem disponível em www.gravidaecia.com.br

No estado do Rio grande do Sul as gestações precoces têm abrangência relevante, mesmo que se faça alusão a uma possível diminuição do número de casos de gravidez na adolescência. As adolescentes grávidas representam 17.4%do total, segundo balanços de 2008, inclusive podemos supor cifras ainda maiores uma vez que o aborto é proibido no Brasil. Por esta razão, as adolescentes que decidem por interromper a gravidez ou aquelas que têm complicações de saúde provenientes dos abortos auto provocados, buscam clínicas clandestinas particulares. Destes atendimentos clandestinos muitas vezes resultam complicações e as adolescentes poderão ir ao óbito, e nestes casos, é declarado oficialmente outra causa de morte.
Uma pesquisa nacional de 2013 aponta que o Brasil teria 5,2 milhões de adolescentes mulheres de 15 a 17 anos. Destas 414.105 teriam, pelo menos, um filho e, somente 104.731 delas estudavam; as outras 309.374 estariam fora da escola e uma minoria de 52.062 trabalharia. Também aponta que a maioria das jovens não trabalham e/ou estudam (G1 Educação 2015).
A gravidez precoce, sem dúvida, é uma problemática de preocupação mundial, e ocupa um espaço dentro dos Objetivos do Milênio (ODM) aprovados pela Organização das Nações Unidas (ONU).
No Brasil, o Ministerio da Saúde considera a gravidez na adolescencia como um problema de saúde publica e, desde 2005 suas investigações sobre a maternidade começaram a ser consideradas como um grupo significativo das adolescentes entre 10 e 14 anos.
Na pesquisa intutulada Juventudes e Sexualidade, (García, Abramovay e Da Silva 2004) impulsionada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil, levantou um dado muito importante: uma de cada 10 estudantes engravida antes dos 15 anos e uma incidência de 10% apresenta probabilidades de ficar grávida, porém somente 7% chega a se graduar em nível superior.
O Ministério da saúde reconhece, também, que por muitos anos esta foi considerada uma problemática de pessoas muito pobres, entretanto as cifras apontam que nos últimos anos chegou a 34% a proporção de adolescentes grávidas de classe média, o que confirma que não se trata de um problema associado diretamente a pobreza ou ao grau de escolaridade .
As dimensões desta problemática, claramente comprováveis em nosso cotidiano, nos apresentam a gravidez na adolescência como uma preocupação que nos cerca e se entrelaça com nossas preocupações e motivações investigativas.

Ver mais em http://revistaescolapublica.com.br/textos/44/um-futuro-na-escolaeducacao-sexual-pode-ajudar-a-reduzir-o-347520-1.asp
Dica de filme: assistam ao documentário Meninas, disponível em

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